Indústria segue cautelosa na compra de boiadas e arroba fica estável na maior parte do País.
Segundo a Scot Consultoria, na região de SP, as escalas de abate atendem atualmente de 8 a 9 dias, o que resulta em certo conforto para os frigoríficos
 Indústria segue cautelosa na compra de boiadas e arroba fica estável na maior parte do País.

Nesta quinta-feira, 6 de maio, o mercado físico do boi gordo registrou baixa liquidez, e os preços da arroba ficaram estáveis na maioria das praças pecuárias do País, informam as consultorias do setor pecuário.

Segundo a Scot Consultoria, na região de São Paulo, a escalas de abate atendem atualmente de 8 a 9 dias, o que resulta em certo conforto para as indústrias frigoríficas – pelo menos no curtíssimo prazo.

Com isso, nos balcões paulistas, as cotações do boi, vaca e novilha estão sendo negociados, respectivamente, em R$ 308/@, R$ 288/@ e R$ 302/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com dados apurados nesta quinta-feira pela Scot.

Para bovinos mais jovens, com padrão exportação (abatidos com até 30 meses de idade), a cotação também segue firme, em R$ 317/@, preço bruto e à vista.

Na avalição da IHS Markit, os frigoríficos trabalham com mais cautela no mercado do boi gordo, na tentativa de barganhar preços mais baixos para a arroba.

Ao longo das últimas duas semanas, o setor frigorífico conseguiu compor escalas de abate bastante confortáveis, hoje acima de dez dias, considerando as indústrias em operação no País, relata a IHS.




Da porteira para dentro, as margens dos pecuaristas seguem bastante enfraquecidas, devido à escassez de pastagens neste período inicial de clima seco e à explosão nos custos de nutrição e da reposição.

“A expectativa de redução na safra de inverno de milho impulsiona o valor do grão e dificulta o confinamento para o segundo semestre, que só deve ser realizado por grandes confinadores, que desfrutam de grande poder de negociação”, observa a IHS.

Segundo a consultoria, atualmente, o valor de troca entre boi gordo e o milho em São Paulo gira em torno de 2,95 sc/@, um recuo de 21% sobre a troca realizada em igual período do ano passado, de 3,75 sc/@.

Considerando a troca com bezerro, hoje são necessárias 10,41@ para compra de uma unidade, ante 9,95@/bezerro registrado há um ano.

O destaque positivo continua sendo as exportações de carne bovina, que não mostram nenhum sinal de arrefecimento, ressalta a IHS, lembrando que, em abril, o País embarcou um volume recorde para esse mês.

“Os países asiáticos seguem demandando grandes volumes de proteína brasileira, principalmente em função dos diversos surtos de peste suína africana no rebanho de porcos do continente”, relata.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis nesta quinta-feira, informa a IHS.

“Apesar da procura maior pela proteína bovina, o volume de vendas continua abaixo do esperado”, avalia a consultoria. Há uma corrida dos consumidores por proteínas mais baratas, acrescenta a IHS.


Fonte: Portal DBO